terça-feira, 21 de setembro de 2010

Antonio Lopes deixa o comando do Avaí




Debate esportivo - Fonte: G1

A diretoria do Avaí anunciou a demissão do técnico Antônio Lopes, após nove partidas sem vitória na Série A. A opção foi definida no início da tarde desta segunda-feira. Com o profissional, sai também seu auxiliar e filho, Júnior Lopes.

Por enquanto, o time catarinense será orientado por outro assistente: Édson "Neguinho" dos Santos. No domingo, o Avaí foi batido pelo Grêmio, por 3 a 0, na Ressacada. Em 15 de agosto, a torcida sentiu o gostinho de vencer pela última vez. Foi contra o atual líder Corinthians, por 3 a 2.

No começo do trabalho, Lopes obteve resposta da equipe e até alcançou o G-4 com o clube. Na ocasião, despertou interesse do São Paulo, que demitira Ricardo Gomes. Hoje, porém, ocupa a 16ª posição, com 25 pontos, a um passo da zona de rebaixamento. Ao todo, foram quatro triunfos em 16 confrontos disputados.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

23 ª rodada do brasileirão favoreceu o time do Corinthians

Debate esportivo - Fonte: G1

Após diversas rodadas no encalço do Fluminense, o Corinthians, enfim, assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro. De quebra, vibrou com o fim de semana positivo. No sábado, vitória diante do lanterna Prudente. No domingo, empate no duelo entre Flamengo e Fluminense. Botafogo e Cruzeiro, como esperado, realizaram um grande confronto, mas também ficaram na igualdade.

Quem também tem motivos para comemorar e vislumbrar novos horizontes é o São Paulo. O triunfo diante do Palmeiras, no Pacaembu, recolocou a aquipe comandada por Sérgio Baresi na briga pelo G4.

Confira a rodada completa:

Atlético-GO 1 x 2 Atlético-PR

Corinthians 3 x 0 Grêmio-SP

Botafogo-RJ 2 x 2 Cruzeiro

Internacional-RS 1 x 0 Vasco

Guarani 0 x 0 Santos

Atlético-MG 2 x 3 Vitória-BA

Palmeiras 0 x 2 São Paulo

Flamengo 3 x 3 Fluminense

Avaí 0 x 3 Grêmio

Ceará 1 x 1 Goiás

E também a classificação:

1°Corinthians

2°Fluminense

3°Cruzeiro

4°Internacional-RS

5°Botafogo-RJ

6°Santos

7°Atlético-PR

8°São Paulo

9°Ceará

10°Guarani

11°Grêmio

12°Vasco

13°Palmeiras

14°Vitória-BA

15°Flamengo

16°Avaí

17°Atlético-MG

18°Goiás

19°Atlético-GO

20°Grêmio-SP


Piada da rodada: Palmeias - perdeu o clássico e a moral com sua torcida.
Orgulho da rodada: Lucas - atacante do São Paulo mostrou ser mais um dos bons jogadores que brotam por aqui.

sábado, 18 de setembro de 2010

Junior Cesar rompe o tendão e só volta aos gramados em 2011

Debate esportivo – fonte: Gazeta Esportiva.

O departamento médico do São Paulo confirmou uma má notícia para o lateral esquerdo Junior Cesar. O resultado da ressonância magnética confirmou a ruptura total do tendão de Aquiles do pé esquerdo do jogador, que ficará longe dos gramados por até cinco meses.

Junior Cesar sofreu a contusão durante o treino da tarde de sexta-feira, no CT da Barra Funda. Assim que caiu, o jogador foi retirado do gramado e encaminhado a um laboratório, onde foi submetido ao exame.

Em função do problema, o lateral esquerdo passará na próxima semana por uma cirurgia, realizada pelo médico Rene Abdalla. Durante este fim de semana, o jogador ficará em tratamento no Reffis para diminuir o inchaço na região.

Nas rodadas passadas, Junior Cesar já vinha ficando no banco de reservas, pois o técnico Sérgio Baresi improvisou o volante Richarlyson no setor. Se quiser colocar alguém de ofício na esquerda, o técnico tem agora duas opções: Diogo e Thiago Carleto.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Corinthians inaugura novo CT.

Debate esportivo - Fonte: G1

O Corinthians inaugurou nesta sexta-feira um moderno centro de treinamento no Parque Ecológico do Tietê, na Zona Leste da capital paulista. Os jogadores Ronaldo e Dentinho foram os responsáveis por tirar o pano da placa do CT na ação que marcou a abertura oficial do local, que recebeu o nome de Centro de Treinamento Joaquim Grava. Foi uma homenagem ao médico que presta serviços ao clube e principal responsável pelo projeto, que ainda não está 100% concluído.

- Esse centro de treinamento é importante não só para o Corinthians, mas também para o futebol brasileiro. Porque os clubes que não têm, vão querer ter um igual e vão correr atrás disso - disse Joaquim Grava, que ficou emocionado e chegou a chorar ao ser homenageado.

A cerimônia foi marcada pela descontração e o Fenômeno chegou a arrancar risos dos presentes ao ter dificuldades para tirar o plano da placa que dá nome ao CT. O local não está totalmente concluído. Nesta sexta-feira, funcionários ainda trabalhavam nas obras durante a inauguração. O alojamento dos jogadores deverá ficar pronto no primeiro semestre de 2011, mas a parte que já está pronta impressiona pela boa estrutura. Além de quatro campos oficiais, que levam o nome dos ex-jogadores Neto, Ronaldo (goleiro), Rivellino e Cláudio, as outras instalações podem ser comparadas às dos grandes clubes europeus. O complexo conta com centro de reabilitação e fisioterapia, piscina, banheira hidromassagem, aparelhos de musculação e amplos vestiários à disposição dos atletas. Além dos profissionais, as categorias de base também passarão a utilizar o local.

Depois de aturarem brincadeiras dos rivais pelo fato de não possuírem um estádio próprio, foi a vez dos corintianos darem uma alfinetada nos seus concorrentes.

- Apesar das gozações, dá no mesmo jogar em qualquer estádio. Mas o centro de treinamento é o coração de uma equipe de futebol - gabou-se Grava.

Além de dirigentes e conselheiros, ex-jogadores como Rivellino, Ronaldo, Basílio e o ex-treinador Mário Travaglini também prestigiaram o evento. No discurso de inauguração, o presidente Andrés Sanchez fez questão de destacar a importância do CT para o futuro do Timão.

- Esse é um dia muito importante na história do Corinthians - afirmou o presidente.

A construção do CT foi uma das promessas da campanha do presidente Andrés Sanchez. Mais do que tirar o departamento de futebol do Parque São Jorge, o mandatário queria também apagar a fama de pouca organização do Timão.

Anteriormente, o Parque Ecológico possuía apenas um vestiário e uma pequena sala de imprensa construídos de lata ainda na gestão Alberto Dualib. O bloqueio ao acesso de torcedores era praticamente nulo. Não haviam muros ao redor do terreno, facilitando a entrada de qualquer pessoa. Agora, toda a área foi cercada.

A estrutura era tão precária que os próprios jogadores não se animavam em treinar no local. Ronaldo, que teve voz ativa na construção, chegou a se recusar a tomar banho no centro de treinamentos por conta das péssimas condições, preferindo voltar para casa dirigindo o próprio carro logo após a atividade.

A verdadeira história do São Paulo FC.

Debate esportivo - fonte: Época

Para aqueles torcedores São-paulinos que só conhecem a história psitiva de seu time como vai ser retratado no filme "Soberano"
.



Fica aí um capítulo "negro" da história do tricolor paulista.

O fim da polêmica sobre a queda no Campeonato Paulista de 1990: o clube do Morumbi caiu, sim
André Fontenelle
 Reprodução
A discussão sobre a queda do São Paulo em 1990 apaixona torcedores

O São Paulo caiu, sim, para a segunda divisão no Campeonato Paulista de 1990.

A polêmica é antiga, atiçada pelo clubismo cego e pela falta de memória do brasileiro. Foi reavivada por uma matéria da Folha de S. Paulo (para assinantes) da quarta-feira, 21 de janeiro de 2009, que questionava uma frase do guia oficial do Campeonato Paulista, publicado esta semana pela Federação Paulista de Futebol (FPF). "O São Paulo cumpriu uma campanha ruim, não se classificou nem na repescagem e foi rebaixado para a segunda divisão."

"FPF rebaixa o clube e 'suja' título de 91", escreveu a Folha. Diante da indignação dos são-paulinos, a FPF recuou e divulgou nota oficial dizendo que o texto de seu próprio guia "não procede". Culpou pelas informações o historiador Rodolfo Kussarev, que por sua vez culpou o livro A História do Campeonato Paulista (Publifolha, 1997), escrito pelo autor destas linhas e por Valmir Storti, à época repórteres da própria Folha de S. Paulo.

Procurado pelo autor da matéria, o repórter da Folha e comentarista da ESPN Brasil Rodrigo Bueno, às 18h daquele mesmo dia 21, consultei meu colega Valmir, hoje repórter freelance, e enviamos à Folha a seguinte declaração em comum.

"O livro foi escrito com base nas informações publicadas nos jornais da época, entre eles a própria Folha, onde os dois autores trabalhavam como repórteres em 1997, ano do lançamento do livro. Para esclarecer de vez a polêmica do rebaixamento ou não do São Paulo, sugerimos que a Folha reproduza o que ela mesma publicou em sua edição de 20 de junho de 1990."

Infelizmente a Folha só publicou a primeira parte de nossa declaração. Não acatou nossa sugestão: reproduzir o que ela mesma publicou em sua edição de 20 de junho de 1990.

Se o tivesse feito, seria obrigada a reconhecer: o guia da Federação Paulista estava certo. O São Paulo caiu, sim. De forma insofismável.

Como a Folha não o fez, o fazemos a seguir. Não houve meio-termo nem subjetividade nessa queda, como será provado abaixo com o texto do próprio jornal, publicado naquela ocasião.

 Reprodução
Reprodução da capa do jornal Folha de S. Paulo do dia 21 de junho de 1990: "Goleada não evita queda são-paulina"
 Reprodução
Título da página interna da mesma edição do jornal: "São Paulo vai disputar Segunda Divisão"

Por mais que desagrade os são-paulinos, a verdade é a que segue:

Em 1990, o Campeonato Paulista foi disputado por 24 times. Havia a percepção de que eram times demais. Convencionou-se, então, que apenas 14 times disputariam o campeonato de 1991 – os 14 primeiros do certame de 1990. De alguma forma, o São Paulo "conseguiu" ficar em 15º, depois de ser eliminado na primeira fase (que classificou 12 times) e novamente eliminado numa repescagem (que classificou outros dois, completando 14). Para não melindrar susceptibilidades, o regulamento de 1990 dizia que "não haveria descenso". Era só uma fórmula de cortesia: os times que não entrassem entre os 14 disputariam o que, na prática, equivaleria a uma segunda divisão.


Esse regulamento não foi cumprido. Diante do rebaixamento do São Paulo, houve uma virada de mesa. Os times rebaixados em 1990 (não só o São Paulo, mas outros importantes, como a Ponte Preta) ganharam o direito de lutar por três vagas nas finais. Foi assim que o São Paulo conseguiu a façanha, inédita no futebol mundial, de ser rebaixado em um ano e campeão no ano seguinte!

O argumento dos são-paulinos, portanto – de que o acesso no mesmo ano "já estava previsto" – é falso e errôneo.

Para não prolongar a explicação, reproduzo o texto da Folha de S. Paulo de 21 de junho de 1990 – dia seguinte ao dia em que o São Paulo caiu.

"SÃO PAULO VAI DISPUTAR A SEGUNDA DIVISÃO EM 91

Fernando Santos
Da Reportagem Local

O São Paulo foi eliminado pelo Botafogo na repescagem do Campeonato Paulista deste ano e vai disputar a Segunda Divisão em 91. O São Paulo goleou ontem o Noroeste por 6 a 1 no Morumbi, mas ainda dependia da derrota do Botafogo para se classificar. O time de Ribeirão Preto empatou em 0 a 0 com a Internacional em Limeira.

No próximo ano, o São Paulo vai disputar a série B do Campeonato Paulista, sem direito a lutar pelo título. É uma nova fórmula aprovada pelo conselho arbitral de clubes em janeiro. Farão parte dessa série os 10 clubes eliminados do campeonato deste ano mais quatro que vão subir da Divisão Especial.

(...) Resta ao São Paulo a chance de subir para a série A em 92. Apenas o campeão da série B sobe (...) Esta fórmula foi aprovada por unanimidade por todos os 24 clubes que iniciaram o campeonato este ano, segundo o presidente em exercício da Federação Paulista de Futebol, Antoine Gebran.

'Vamos cumprir a lei. Lei é lei', disse o diretor-adjunto do São Paulo, Herman Koester (...) Segundo ele, o São Paulo vai mesmo disputar a Série B, uma Segunda Divisão que só não recebe essa denominação por uma questão de nomenclatura jurídica. (...) Já o diretor de futebol Fernando Casal de Rey, 47, ainda não se deu por vencido. Ele disse que vai acionar o departamento jurídico do clube para saber se a aprovação da fórmula do campeonato de 91 é legal. Casal de Rey disse, sem ter certeza, que não existe um documento assinado pelos clubes sobre o assunto. Assim, ele poderia recorrer à Justiça Desportiva para mudar a fórmula. Ou seja, apelar para o tapetão. 'Estamos vivendo um pesadelo', disse Casal de Rey."

O resto é história conhecida. Houve a virada de mesa e, embora o São Paulo tenha disputado o equivalente à segunda divisão em 91, classificou-se para as finais, eliminando o Palmeiras, que vinha do grupo mais forte.

A Folha também ouviu, naquela ocasião, são-paulinos ilustres, como José Victor Oliva, o vocalista do Ultraje a Rigor, Roger, e o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Almir Pazzianotto. Todos reconheciam o rebaixamento, repudiavam a virada de mesa e reafirmavam que o São Paulo voltaria à primeira divisão na bola.

Estes são os fatos.

P.S.: Como o clubismo costuma influenciar a opinião até dos jornalistas que discutem polêmicas futebolísticas, cumpre informar o time de coração do autor deste texto. Ele é vascaíno. E promete que daqui a 20 anos não dirá que o clube dele não caiu.

P.S. 2:
Vários comentários de são-paulinos, abaixo, usam cinco argumentos básicos para sustentar que o São Paulo não foi rebaixado. São eles os seguintes:

1 - Um item do regulamento de 1990 dizia que não haveria descenso.
É verdade, mas esse item tem sido mal interpretado pelos defensores do "não caiu". Um famoso vídeo que circula na internet mostra o comentarista Paulo Vinicius Coelho, da ESPN Brasil e da Folha de S. Paulo, exibindo no programa de TV "Loucos por Futebol" esse item do regulamento como suposta prova do não-rebaixamento.

PVC é um jornalista extraordinário. Primus inter pares, é o melhor repórter esportivo do país. Sei disso porque tive a honra de ser chefe dele em duas redações, do Lance e da Placar. Mas nesse caso, data vênia, ele está equivocado. O famigerado item do regulamento que ele cita, na verdade, se referia ao acesso e descenso entre a Primeira Divisão (dividida em 1990 entre um Grupo I, mais forte, e um Grupo II, mais fraco) e o que era chamado de "Divisão Especial" (na verdade a segunda divisão). Tratava-se de uma chicana jurídica. A CBF só permitia clubes de Primeira Divisão no Campeonato Brasileiro. O artifício encontrado para contornar o risco de, por acidente, eliminar um grande clube paulista do Brasileiro, foi batizar a primeira e a segunda divisões como "primeira divisão". Por muito tempo no Campeonato Paulista as séries A-1, A-2 e A-3 foram chamadas oficialmente de "primeira divisão", embora todos soubessem tratar-se da primeira, da segunda e da terceira divisões. Portanto, o "não haverá descenso" era só um truque, uma formalidade.

Porém, o regulamento de 1990 não previa cruzamento entre o Grupo II e o Grupo I em 1991 para determinar o campeão paulista. Pelo contrário, o conselho arbitral decidira que apenas os 14 primeiros colocados de 1990 disputariam o título de 1991. A alteração foi feita depois, para dar uma chance ao São Paulo.

2 - Seria impossível "um torneio com um número tão grande de rebaixados".
Por quê? Onde está escrito que um torneio não pode ter dez rebaixados? Na Bíblia? Se a Federação Paulista queria reduzir o número de clubes de 24 para 14, em um único ano, não haveria outra maneira a não ser rebaixando dez clubes. Foi o que ocorreu – até a virada de mesa. No fim das contas, o campeonato de 1991 acabou tendo 28 clubes, os 14 do Grupo Verde (dos quais cinco passavam às finais) e os 14 do Grupo Amarelo (dos quais três passavam às finais).

3 - Isso não passa de uma tentativa de denegrir o São Paulo.
O São Paulo é um clube glorioso. Hoje é sem dúvida o mais poderoso do Brasil. Ninguém, por mais que quisesse, conseguiria manchar sua imagem e sua história. Isso não dá a ninguém o direito de reescrever a história. Não há nenhuma vergonha em ter caído. Os próprios são-paulinos de 1990 o reconheceram dignamente. Não há mal nenhum em que os são-paulinos de 2009 também o façam, não?

4 - A reportagem da Folha de 1990 está errada.
Como poderia estar errada, se naquele dia os próprios dirigentes do São Paulo reconheciam que o time tinha sido rebaixado?

5 - O autor da matéria é incompetente, não checa suas informações, deve ser um gambá enrustido ou, pior, vascaíno recalcado.
Reconheço meus defeitos, sobretudo o de ser vascaíno, mas é preciso que os são-paulinos julguem os fatos pelo que são. A competência do autor sempre pode ser discutida. Os fatos que a matéria descreve, não.